O que é o canal LFE?

Considerações acerca do canal de áudio LFE ou o que é aquele “.1” quando falamos de surround 4.1, 5.1, 7.1…

Um sistema de som surround cria uma experiência em que percebemos, além dos sons em si, sua direção. Assim quando o avião decola na tela, ouvimos o som gerado por suas turbinas acompanhar a imagem, nascendo de um lado, passando pelo centro e seguindo para o outro lado, ou até mesmo para trás.
Esta percepção da direção do som só é possível porque há emissores (caixas de som) ao redor, cercando o ouvinte. Existem diversos sistemas surround. Uns utilizam mais, outros menos emissores.
Mas em todos os sistemas surround, independente de quantos emissores eles tenham, para que o som de um emissor possa ser diferente de outro, é preciso que cada um receba informações diferentes. Estas diferentes informações são aquilo que chamamos “canal”.
Assim, um sistema surround de 5.1 canais é formado por cinco canais principais que são discretos e transmitem todas as frequências sonoras. Eles são chamados discretos porque a informação de um canal é apenas dele. Não há interseção entre as informações de cada canal: elas são discretas. Quando dizemos que estes canais transmitem todas as frequências sonoras, estamos falando que o espectro de sons está completo: do mais grave ao mais agudo todos os sons são transmitidos por estes canais principais e chamamos isso de amplitude completa (full range). Os canais principais de um sistema 5.1 são esquerda, central, direita, surround esquerdo e direito.

Mas há um canal adicional, opcional, de banda limitada denominado LFE (Low Frequency Effects).
Ao contrário dos principais o canal LFE transmite somente informações de áudio de sons graves (os que ficam abaixo dos 120Hz). E nós, os seres humanos, não percebemos a direção de sons graves. Sons abaixo de 120Hz são sSua utilidade é complementar as informações de graves além de reduzir a carga de informações em outros canais. O LFE foi concebido originalmente para produções cinematográficas em 70mm com intuito de transmitir um sinal de graves em separado para um ou mais subwoofers adicionais que eram colocados atrás da tela de projeção. O resultado obtido foram efeitos de som grave mais profundos sem ter que alterar os autofalantes e amplificadores dos três principais canais.
Outra consequência é que o tamanho das gravações de áudio magnéticas em 70mm não seriam tratadas como frequências baixas, o que teria diminuído suas capacidades de loudness para frequências médias e altas. Por fim, sem o canal LFE, crossovers adicionais seriam necessários nos processadores de cinema existentes para recriar os baixos dos canais principais e direcioná-los para o subwoofer. As vantagens da utilização de um canal separado para baixas frequências mostrou-se a forma mais direta, conveniente e econômica para a produção de sons graves em trilhas sonoras de filmes.
Saiba mais sobre o assunto clicando aqui (inglês).

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